segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Encontro FBN de Famílias Empresárias

Rio de Janeiro - Hotel Pestana, dia 29 de maio.
No Rio de Janeiro, o Encontro FBN foi apoiado pela Família Monteiro de Carvalho e Família Nacht.
Entre os palestrantes, Olavo Monteiro de Carvalho (representante da 3ª geração) e Joaquim de Mello (4ª geração), do Grupo Monteiro Aranha. Fundado no início do século XX, o grupo esteve presente em diversos setores da economia, tendo participado da Klabin e da fundação da Volkswagen brasileira, entre outros investimentos nos setores industriais e de serviços.
E, também, Francisca Nacht, representante da 3ª geração da Mills, que está completando 60 anos de atividades. Em 1952, o romeno José Nacht associou-se a uma empresa francesa e trouxe andaimes tubulares até então desconhecidos no Brasil. Cristian Nacht substituiu seu pai na presidência no final dos anos 70 e ficou na posição por quase 30 anos, período em que a gestão foi profissionalizada. Em 98, passou a presidir o Conselho, onde se encontra até hoje. Em 2007, a Mills recebeu investimentos de dois fundos de private equity, abrindo seu capital em 2010 e deslanchando um plano agressivo de expansão.

Veja abaixo as impressões vindas dos participantes sobre o Encontro FBN:
Marcelo Schaimberg (sócio da Brokers Seguros – 1ª geração)
“Foi a primeira vez que participei de um encontro FBN e gostei muito do formato: dinâmico, objetivo e com apresentações de ótimo nível”.
Lenise Lemos (Grupo Cegil – 2ª geração)
“Os eventos do FBN são sempre ricos, promovem muito aprendizado e networking. Não importa o ramo de atuação da empresa ou o tamanho da família. Algumas questões do dia-a-dia de uma empresa familiar são comuns a todas”.
Astrid Monteiro de Carvalho (Grupo Monteiro Aranha – 5ª geração)
“Foi a primeira vez que estive em um evento do FBN e gostei bastante. Essa troca direta de família para família é muito produtiva”.

Manaus - Hotel Blue Tree, dia 20 de junho.
Em Manaus, o Encontro FBN foi apoiado pela Família Trecenti de Lençóis Paulista, interior de São Paulo. Leia abaixo, alguns pontos revelados por eles no evento:
Entre os palestrantes do encontro, estavam Carlos Renato Trecenti, CEO e membro da 2ª geração do Grupo Lwart (SP), e Sara Hughes, sua esposa e membro do Conselho de Administração. Formado por três empresas (Lwart Lubrificantes, Lwarcel Celulose e Lwart Química), o Grupo, 100% nacional, emprega hoje 3.3 mil colaboradores, entre próprios e terceirizados.
Segundo Trecenti, entre as dificuldades enfrentadas por empresas familiares, destacam-se: a dificuldade em separar papéis entre os executivos (funcionários), os acionistas e os familiares; o crescimento da família, que demanda estrutura e organização para se alinhar os valores e expectativas, e a resistência das organizações para criar estrutura e se preparar para o futuro quando tudo vai bem no presente. 
O executivo contou que no Grupo Lwart o planejamento sucessório e os investimentos em governança corporativa, societária e familiar começaram há cerca de 15 anos, mas trata-se de um trabalho contínuo. “É importante respeitar as conquistas do passado, mas não podemos nos acomodar. Passamos por uma primeira sucessão na gestão da empresa em 2009, de acordo com um plano traçado dois anos antes e com apoio de toda a família. O plano permitiu que fizéssemos a transição de forma transparente a todos os stakeholders da empresa”, explicou o CEO do Grupo.
 No Grupo Lwart, foi criado um Conselho de Administração com a participação dos fundadores para se fazer a transição no programa de sucessão da empresa. “Assim contamos com a experiência dos conselheiros, definindo diretrizes estratégicas, apoiando e cobrando resultados da nova geração de executivos familiares, e também não familiares, que assumiram o comando da operação. Foi possível, dessa forma, fazermos uma renovação com continuidade e bem alicerçada”, explicou Trecenti.  
Membro do Conselho de Administração do Grupo Lwart, Sara Hughes destacou entre os principais avanços obtidos nesse processo, os três “Es”: estrutura, educação e envolvimento. Temos hoje estrutura e regras que permitem que as discussões aconteçam na hora certa e de maneira saudável. Investimos bastante em treinamentos para a formação de bons acionistas. A participação da família nos foros da governança familiar e societária é cada vez maior”, explicou à executiva.
 Ela defendeu investimentos em Governança Corporativa/Familiar para o sucesso das empresas do gênero. “Temos a impressão de que, no Brasil, as práticas da moderna governança corporativa se expandem mais rápido que as da governança familiar.  Em nossa visão, no entanto, os dois componentes devem evoluir juntos, pois a base da empresa familiar é a família. Com nossos esforços em governança, temos conseguido uma evolução positiva nos princípios de transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa. Entendemos que para uma empresa familiar, a responsabilidade corporativa significa zelar pela sustentabilidade da organização e cuidar da estrutura societária e familiar”, afirmou Sara.
Por fim, Carlos Renato Trecenti revelou que uma característica peculiar do Grupo Lwart é incluir os cônjuges na governança assim que eles chegam.  “Depois de vários casamentos nos últimos anos, fizemos até um programa de treinamento especial somente para os novos cônjuges. Acreditamos que todos devem ser incluídos nas discussões e que as próximas gerações da família devem ser criadas por pais e mães educados como acionistas e devidamente engajados na governança”, concluiu.

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