A ex-presidente do FBN-Finlândia, Anne
Berner, escreveu para a WCD (WomenCorporateDirectors) sobre o tema ‘Empresas
Familiares- De Proprietária à Líder’ na primavera de 2012.
Neste artigo ela comenta sobre o seu
discurso.
As
empresas familiares são muito diferentes de grandes empresas públicas com
diversos acionistas. Ambas podem aprender umas com as outras. É fundamental que
compartilhemos as experiências de diferentes perspectivas.
A WCD
afirma: “Nós estamos em um ponto crítico da história corporativa quanto à
diversidade no conselho. Os diretores não só devem desenvolver uma estratégia
global para a empresa, mas também devem se atentar aos desafios escondidos de
se trabalhar ao redor do mundo.
Isto é
verdade, nunca antes as empresas enfrentaram ambientes tão complexos. A
comunicação é transparente, os mercados são globais e a concorrência é rápida e
mutável. Os conselhos devem definir suas metas e objetivos estratégicos em um
ambiente que está se movendo e mudando constantemente. O know-how e a
competência dos membros dos conselhos é um recurso essencial para as empresas
de sucesso- mais do que nunca.
As Empresas Familiares estão em boa posição para
ter diversidade nos conselhos.
Homens
e mulheres são diferentes. As mulheres enxergam melhor no escuro. Homens
compreendem melhor o abstrato. Hoje temos que tomar decisões tanto no escuro
quanto no abstrato. Precisamos de todo o conhecimento e know-how que pudermos
abraçar para guiar o negócio rumo ao crescimento e à renovação. Porque
discutimos o papel das mulheres no conselho? Não deveria ser natural a
conclusão de que precisamos de ambos os sexos para garantir um bom futuro para
os indivíduos, famílias, sociedades e negócios? Contudo, na Europa estão sendo
impostas cotas para mulheres nos conselhos de empresas privadas e públicas. Isto
é realmente necessário? Isto assegurará que as empresas tenham acesso a pessoas
competentes? São cotas o que as mulheres querem?
As
empresas familiares têm muita experiência em sobreviver a crises, guerras,
quedas financeiras e econômicas. Elas sobrevivem primeiramente porque precisam-
é uma promessa feita às futuras gerações e, em segundo lugar, porque têm fortes
valores culturais. Quanto mais as empresas trabalham em um contexto global,
mais ainda os valores culturais devem prevalecer. A compreensão do cruzamento
de culturas no mercado precisa de uma liderança diversificada na gestão. E,
para a construção desses valores culturais você precisa do comprometimento
total não só da administração, mas de todos os funcionários, independente de
sexo ou cargo.
Os
conselhos têm seguido o espírito da governança corporativa. Esta ressalta a
importância da independência, diversidade e transparência nos conselhos. Os
membros atuantes do conselho devem ter coragem e integridade, para tomar
decisões importantes e visionárias em prol do sucesso do negócio.
O que
as empresas precisam hoje é de diversidade nos conselhos, contendo
multi-qualificações, multi-gerações e multi-nacionalidades para abranger todos
os lados do negócio.
Isto é
um passo essencial não só para grandes empresas públicas ou privadas, mas para
todas as empresas familiares, independentemente do tamanho.
As
empresas familiares estão em boa posição para ter diversidade nos conselhos.
Para ter mais mulheres nos conselhos corporativos temos que apoiá-las a serem
mais ativas e assumir responsabilidades em altos cargos, tais como de CEO.
Quais são as habilidades e competências necessárias para elevar a empresa a um
novo nível? Que tipo de líder consegue motivar as pessoas e trazer mais poder a
organização?
As
empresas familiares têm a opção de garantir que as mulheres, assim como os
homens, assumam posições de responsabilidade, oferecendo oportunidades a ambos
os sexos de trazer a experiência necessária ao conselho.

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