segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Familia: Três táticas para trabalhar com parentes


Em um mundo ideal a família apóia a empresa e a empresa apóia a família. Irmãos, irmãs e primos gostam de se ver regularmente e trabalhar juntos em prol do sucesso coletivo. Mas, na prática, nem sempre é fácil trabalhar próximo aos membros de sua família. Este artigo sugere três táticas para trabalhar juntos com sucesso.


1. Auto-conhecimento
Um líder de empresa familiar de segunda geração diz: “eu trabalho com meu irmão e o amo, mas sei que temos uma enorme capacidade de irritar-nos mutuamente. Acho que estar tão próximo dele sempre, gera maior atrito entre nós.
 “Pensando nisto, há alguns anos passamos algum tempo com um especialista que nos ajudou a conhecer melhor a nós mesmos e ao outro.  Saber o que me irrita tanto nele, foi muito útil.  
“Agora, quando ele me irrita eu posso rir e digo: “você está fazendo isto de novo!” Ele também ri e sabe como mudar seu comportamento e me chatear menos.  
“Acho que todos devemos saber que tipo de pessoa nós somos. Devemos conhecer nossas características. Por exemplo, se sou uma pessoa muito controladora, automaticamente tendo a achar que os outros não controlam o suficiente. Vou dizer ao meu irmão: “você deve controlar mais seus funcionários! Você não está no comando o tempo todo, francamente, você não serve para esta função!”
“Acho que esta reação poderia causar alguns problemas entre nós. Seria melhor eu dizer: reconheço que somos diferentes. Não quero que voce seja igual a mim. Eu aceito esta diferença e aprecio ver que você faz grandes conquistas com esta sua maneira de ser.”

“Isto requer um alto nível de autocontrole meu. Também requer paciência, uma grande porção de gentileza e muito comprometimento. No fim das contas, voltamos ao autocontrole com base no autoconhecimento.”
2. Tudo com moderação
É ótimo estar perto de seus parentes. Mas às vezes o ótimo pode vir em excesso. Simplesmente pode ser demais ver o mesmo grupo de pessoas no trabalho, em casa, em encontros familiares, quase todas as horas do dia.
Não existem regras predefinidas de quanto tempo se deve passar com os familiares. Mas parece sábio fazer como os antigos gregos: “Nada em excesso!”
Um membro de uma família empresária da Índia disse: “eu  trabalhava com meus três irmãos e morava na mesa casa com eles. Nossos pais também moravam lá. Nossas esposas e filhos também  moravam na mesma casa.” Havia muita oportunidade de atrito , regados a uma forte emotividade.
Esta grande unidade familiar trabalhou e morou junta por vários anos. Então o negócio passou por dificuldades fazendo a tensão aumentar entre os irmãos. A crise chegou ao ponto da empresa se desmembrar em companhias menores e cada irmão ir por seu lado.
Um dos irmãos conseguiu convencer os outros a voltar ao negócio, tentando convencê-los que eles seriam mais fortes juntos do que separados. Mas, daqui pra frente, eles trabalharam de forma diferente. Cada um mora em uma casa e não mais na grande propriedade comum. Eles continuaram muito próximos, mas não colados o tempo todo. Este novo formato parece estar dando certo para eles.
Tudo com moderação.
3. Títulos podem ser úteis
Suponha que há duas irmãs no topo de uma empresa familiar. Elas dividem tarefas de acordo a suas vocações e talentos naturais. Elas chegam à maioria das decisões através do diálogo e do consenso. Então, quem se preocupa com uma definição exata de títulos? O que importa quem é COO (Chief Operating Officer) ou CEO (Chief Executive Officer)?
Na verdade, títulos podem sim ser importantes. Mesmo as irmãs não se importando com estes rótulos, seus esposos e a sociedade podem se importar. Assim as irmãs podem usar títulos para influenciar as percepções dos outros e ajudar a esvanecer eventuais tensões do trabalho em comum.
A inveja é muito ruim para as relações familiares. Se o uso adequado de títulos pode reduzir a inveja no espectro mais amplo da família, considere a melhor maneira de usá-los.  
O antigo líder de uma empresa familiar na Europa disse: “eu era presidente de nossa empresa por alguns anos e depois troquei de título com meu irmão caçula. Para mim, não significou grande coisa, mas fiquei surpreso com a reação das outras pessoas, que passaram a respeitar meu irmão muito mais. Assim, esta troca foi de grande significado para meu irmão caçula e não teve nenhum ônus para mim.”
Assuntos para discussão:
*       Sua família alguma vez recorreu à ajuda profissional para auxiliar nas relações familiares?
*       Você permite que os membros de sua família tenham alguma independência e não estejam completamente amarradas à família?
*        
*       Alguma alteração nos títulos poderia contribuir para um melhor relacionamento no trabalho?

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