Uma freqüente causa de conflitos nas famílias empresárias é a quantidade de dividendos. Proprietários que trabalham no negócio e ganham bons salários tendem a preferir receber dividendos menores para que sobre mais capital para reinvestir no negócio. Já os proprietários que não trabalham na empresa e vêem os dividendos como suporte ao seus estilos de vida, preferem receber dividendos maiores. Uma forma para deixar de fora o lado emocional é concordar com uma fórmula simples de aumento de dividendos.
Em um
recente evento organizado pelo FBN- Alemanha, uma família multi- geracional
explicou a forma como eles trabalham com
dividendos, considerando:
A
família acredita que, se eles podem alcançar um aumento constante nos
dividendos, então há um forte incentivo para os membros da família em manter
suas ações. Formando uma ‘cola’ que deixará os familiares felizes ao aceitarem
o mantra de ‘nunca vender as ações da nossa empresa familiar’. Isto irá
fornecer uma base sólida para o negócio.
Por
outro lado, seria lamentável se houvesse alguns anos com dividendos maiores e
depois alguns anos inesperados com dividendos menores. Os acionistas podem ficar desapontados e isso
pode causar muitos constrangimentos e reclamações.
Elaborando a fórmula
As
famílias pensam em três importantes aspectos para crescimento de dividendos.
1. Escolha
uma taxa de inflação
Existem muitos índices diferentes de inflação e é certo que alguns familiares usarão taxas mais altas do que outros. Para simplificar o processo, a família optou pela taxa principal de inflação no país de origem como medida de inflação da empresa.
Existem muitos índices diferentes de inflação e é certo que alguns familiares usarão taxas mais altas do que outros. Para simplificar o processo, a família optou pela taxa principal de inflação no país de origem como medida de inflação da empresa.
2. Estime o
crescimento da família
A família estima o seu crescimento em aproximadamente 2% ao ano. Para exemplificar: A população mundial cresceu 2.2% na década de 60 e agora cresce 1.1% ao ano. A taxa de crescimento na China é inferior a 0,5% ao ano.
A família estima o seu crescimento em aproximadamente 2% ao ano. Para exemplificar: A população mundial cresceu 2.2% na década de 60 e agora cresce 1.1% ao ano. A taxa de crescimento na China é inferior a 0,5% ao ano.
3. Faça um
acordo sobre a medida de retorno de excesso
Em anos bons, o negócio irá gerar um Retorno sobre Ativos (RSA) muito acima do crescimento da inflação e da família. Este se alimenta do ‘retorno de excesso’. Para definir uma taxa razoavelmente constante a família se baseia em uma média de vários anos desse retorno.
Em anos bons, o negócio irá gerar um Retorno sobre Ativos (RSA) muito acima do crescimento da inflação e da família. Este se alimenta do ‘retorno de excesso’. Para definir uma taxa razoavelmente constante a família se baseia em uma média de vários anos desse retorno.
Um exemplo de fórmula
Transformando
esses dados em fórmula:
Crescimento
de dividendos = taxa de inflação + taxa de crescimento da família + taxa de
retorno de excesso
Taxa
de inflação= 1%
Taxa
de crescimento da família= 2%
Média
de vários anos de retorno de excesso= 3%
Assim:
6% = 1% + 2% + 3%
No
exemplo, o crescimento de 6% do dividendo corresponde a um crescimento real
(após a inflação) de 5%
E
seguindo este exemplo, uma família associada ao FBN conseguiu em mais de 180
anos um crescimento de dividendos de 5% ao ano.
Isto
demonstra que é possível que as empresas familiares continuem gerando mais e
mais dividendos para as futuras gerações.
Aplicação e
dúvidas pertinentes:
Este tipo de fórmula é provavelmente mais adequado para grandes empresas com um crescimento constante e grandes reservas. Em pequenos negócios, o foco pode ser simplesmente o fluxo de caixa.
Este tipo de fórmula é provavelmente mais adequado para grandes empresas com um crescimento constante e grandes reservas. Em pequenos negócios, o foco pode ser simplesmente o fluxo de caixa.
As
seguintes perguntas podem auxiliar nas discussões de famílias empresárias.
Esta
fórmula é útil para a nossa família?
Quantos
anos devemos usar para calcular a média de retorno de excesso?

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