segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Empresa:‘Familiness’ e cuidando do negócio como se fosse um filho


Podemos aplicar princípios similares para “cuidar do negócio” e “cuidar de um filho”? A família Goedmakers, donos da Vebego International, proativamente fomentam a cultura da autoconfiança e responsabilidade pessoal entre seus funcionários e a nova Geração.


A família sediada na Holanda acredita que “livre arbítrio é o maior fator de motivação da vida”. Esta convicção combina com uma longa tradição holandesa. Em 1600 os holandeses tiveram que lutar pela sua liberdade contra os soberanos espanhóis. Até hoje a liberdade é um conceito de grande valor para os holandeses.  
A família rejeita a idéia de que os executivos devem controlar tudo do topo. Em vez disso eles enxergam os executivos com “ajudantes” cujo papel é dar suporte aos colaboradores, que desempenham o papel principal que é o de prestar excelentes serviços aos clientes. Eles gostam de manter o número de diretores no mínimo. Acreditando que a maior contribuição destes é ajudar às pessoas ao redor a melhorar seus desempenhos.
Isto encaixa com a forma que a família enxerga o papel dos pais. Não é papel dos pais gerenciar tudo que seus filhos fazem, mas sim, dar suporte aos seus filhos, dando—lhes espaço para o desenvolvimento pessoal.
Cultura Familiar
Ton Goedmakers, antigo presidente do Conselho Diretivo e membro da segunda geraçao, diz: “aos 13 anos eu tinha muita liberdade. Meu pais me davam uma instrução tipo: “esteja em casa as 21:00”, era responsabilidade minha cumprir com o estabelecido.
Uma vez que eu  havia assumido um compromisso , me sentia envergonhado se não pudesse cumprí-lo. Com o passar dos anos desenvolvi um grande senso de responsabilidade.
“Aos 15 anos meu pai me flagrou fumando um cachimbo. Ele não me obrigou a parar. Por um tempo continuei fumando até decidir por minha conta a parar de fumar.”
Ele continua: “aos 17 fui para a universidade em uma cidade distante. Meu pai vinha me visitar uma vez ao ano. No restante do tempo eu tinha que me virar sozinho. Então, desde a adolescência tive que aprender a ser autoconfiante.”
 Livre arbítrio é o maior fator de motivação da vida.
Cultura empresarial
A família aplica este método no negócio familiar. Eles querem criar uma cultura na qual as pessoas se sintam responsáveis e atuem com autoconfiança.
O resultado tem sido uma estrutura de administração descentralizada, que permite que suas subsidiárias tenham autonomia sob a direção da holding familiar. Hoje eles são aproximadamente 150 subsidiárias separadas.
Ronald Goedmakers, atual presidente do Conselho de diretores, diz: “quando um diretor se junta a uma subsidiária, muitas vezes fica surpreso com a liberdade que lhes damos.” Eles perguntam: “realmente posso contratar quem eu quiser? Realmente posso tomar todas estas decisões sobre investimentos? ’
“Quando os diretores percebem quanta responsabilidade estamos dispostos a lhes dar, eles se apaixonam pelos seus negócios e se comprometem mais ainda com seu sucesso.”
Administrando erros

Obviamente “liberdade para fazer o certo” também pode ser “liberdade para cometer erros”. Às vezes as subsidiárias tomam decisões que não dão muito certo. Ronald Goedmakers diz: “quando erros são cometidos, temos que aceitar que somos parte deles. Já que fomos nós que lhes demos liberdade, somos co-responsáveis pelas conseqüências.”
Alguns princípios básicos ajudam as subsidiárias a evitar erros demasiadamente desastrosos. Por exemplo: os donos das empresas insistem que não se deve gastar mais do que se ganha. Este princípio, que é bem conhecido por todos, ajuda a evitar desastres financeiros.
Outro principio é que os administradores devem agir como “bons parentes” para com sua parte no negócio. Eles devem participar da cultura de conferir poder a seus colaboradores, ajudando-os a amadurecer e crescer. 
“Lealdade”, diz Ton Goedmakers: “Nossos funcionários fazem parte de nossa família e tendem a ficar conosco por longos períodos. Às vezes os diretores deixam o grupo por um motivo ou outro. Mas muitos voltam, depois de experimentar o mundo lá fora.
 “É possível recebê-los de volta e eles podem continuar suas carreiras conosco. Atualmente temos nove pessoas fazendo parte de nosso Conselho Administrativo e destes, três já deixaram a empresa e agora estão de volta.”
Diferencial
Outro elemento de diferenciação na cultura é a rejeição da mentalidade do ‘ sobe ou sai’ de algumas empresas – na qual ou você é promovido ou demitido. Ao contrário, a empresa familiar busca usar o talento das pessoas de forma e em tempos diferentes. Um diretor sênior pode deixar de ser um “pai” em uma empresa para ser um “tio” em diversas subsidiárias.
A família não quer o tipo de administrador que só pensa em táticas de curto prazo para ser promovido o mais rápido possível. Não existe valor em inflar resultados no curto prazo sem compromisso a longo prazo. Quantas vezes não aparecem “executivos-estrelas” em empresas públicas envolvidos em táticas mirabolantes e então estes executivos-estrelas deixam a empresa antes que as conseqüências negativas apareçam.  
A opinião da família reflete a convicção de que o negócio existe para criar carreiras de “executivos para executivos”. O negócio não é para que executivos acumulem troféus e louros, mas sim para pessoas em negócios familiares prestando grandes serviços a seus clientes – tendo consciência de sua função de suporte aos funcionários nesta missão.
Estas convicções são comuns a muitas empresas e é interessante observar como os resultados se destacam na mesma proporção.  A empresa familiar agora emprega mais de 46.000 funcionários em 150 subsidiárias com forte expertise nos nichos de mercado escolhidos.
*        
*       Temas de discussão

*       Até que ponto justifica-se a família dizer que a “liberdade individual é a melhor base para um alto desempenho?”
*       Qual a importância de uma estrutura descentralizada na geração de uma cultura de autoconfiança e responsabilidade pessoal?
*        Até que ponto podemos dizer que um funcionário é “parte da família” em uma empresa familiar? 

Familia: Três táticas para trabalhar com parentes


Em um mundo ideal a família apóia a empresa e a empresa apóia a família. Irmãos, irmãs e primos gostam de se ver regularmente e trabalhar juntos em prol do sucesso coletivo. Mas, na prática, nem sempre é fácil trabalhar próximo aos membros de sua família. Este artigo sugere três táticas para trabalhar juntos com sucesso.


1. Auto-conhecimento
Um líder de empresa familiar de segunda geração diz: “eu trabalho com meu irmão e o amo, mas sei que temos uma enorme capacidade de irritar-nos mutuamente. Acho que estar tão próximo dele sempre, gera maior atrito entre nós.
 “Pensando nisto, há alguns anos passamos algum tempo com um especialista que nos ajudou a conhecer melhor a nós mesmos e ao outro.  Saber o que me irrita tanto nele, foi muito útil.  
“Agora, quando ele me irrita eu posso rir e digo: “você está fazendo isto de novo!” Ele também ri e sabe como mudar seu comportamento e me chatear menos.  
“Acho que todos devemos saber que tipo de pessoa nós somos. Devemos conhecer nossas características. Por exemplo, se sou uma pessoa muito controladora, automaticamente tendo a achar que os outros não controlam o suficiente. Vou dizer ao meu irmão: “você deve controlar mais seus funcionários! Você não está no comando o tempo todo, francamente, você não serve para esta função!”
“Acho que esta reação poderia causar alguns problemas entre nós. Seria melhor eu dizer: reconheço que somos diferentes. Não quero que voce seja igual a mim. Eu aceito esta diferença e aprecio ver que você faz grandes conquistas com esta sua maneira de ser.”

“Isto requer um alto nível de autocontrole meu. Também requer paciência, uma grande porção de gentileza e muito comprometimento. No fim das contas, voltamos ao autocontrole com base no autoconhecimento.”
2. Tudo com moderação
É ótimo estar perto de seus parentes. Mas às vezes o ótimo pode vir em excesso. Simplesmente pode ser demais ver o mesmo grupo de pessoas no trabalho, em casa, em encontros familiares, quase todas as horas do dia.
Não existem regras predefinidas de quanto tempo se deve passar com os familiares. Mas parece sábio fazer como os antigos gregos: “Nada em excesso!”
Um membro de uma família empresária da Índia disse: “eu  trabalhava com meus três irmãos e morava na mesa casa com eles. Nossos pais também moravam lá. Nossas esposas e filhos também  moravam na mesma casa.” Havia muita oportunidade de atrito , regados a uma forte emotividade.
Esta grande unidade familiar trabalhou e morou junta por vários anos. Então o negócio passou por dificuldades fazendo a tensão aumentar entre os irmãos. A crise chegou ao ponto da empresa se desmembrar em companhias menores e cada irmão ir por seu lado.
Um dos irmãos conseguiu convencer os outros a voltar ao negócio, tentando convencê-los que eles seriam mais fortes juntos do que separados. Mas, daqui pra frente, eles trabalharam de forma diferente. Cada um mora em uma casa e não mais na grande propriedade comum. Eles continuaram muito próximos, mas não colados o tempo todo. Este novo formato parece estar dando certo para eles.
Tudo com moderação.
3. Títulos podem ser úteis
Suponha que há duas irmãs no topo de uma empresa familiar. Elas dividem tarefas de acordo a suas vocações e talentos naturais. Elas chegam à maioria das decisões através do diálogo e do consenso. Então, quem se preocupa com uma definição exata de títulos? O que importa quem é COO (Chief Operating Officer) ou CEO (Chief Executive Officer)?
Na verdade, títulos podem sim ser importantes. Mesmo as irmãs não se importando com estes rótulos, seus esposos e a sociedade podem se importar. Assim as irmãs podem usar títulos para influenciar as percepções dos outros e ajudar a esvanecer eventuais tensões do trabalho em comum.
A inveja é muito ruim para as relações familiares. Se o uso adequado de títulos pode reduzir a inveja no espectro mais amplo da família, considere a melhor maneira de usá-los.  
O antigo líder de uma empresa familiar na Europa disse: “eu era presidente de nossa empresa por alguns anos e depois troquei de título com meu irmão caçula. Para mim, não significou grande coisa, mas fiquei surpreso com a reação das outras pessoas, que passaram a respeitar meu irmão muito mais. Assim, esta troca foi de grande significado para meu irmão caçula e não teve nenhum ônus para mim.”
Assuntos para discussão:
*       Sua família alguma vez recorreu à ajuda profissional para auxiliar nas relações familiares?
*       Você permite que os membros de sua família tenham alguma independência e não estejam completamente amarradas à família?
*        
*       Alguma alteração nos títulos poderia contribuir para um melhor relacionamento no trabalho?

Familia: Mensagem da Diretoria




Alfonso Libano
Queridos proprietários de Empresas Familiares,
Está claro que a família é uma realidade muito importante. No entanto, por muitos anos a importância da família não era reconhecida devido a diversas razões religiosas, políticas e econômicas. 
Atualmente, não podemos negar que as famílias formam os pilares da sociedade. Elas são importantes tanto para a sociedade como para os negócios. Estas empresas familiares podem ser pequenas, médias ou grandes.
No entanto, na Europa, o termo ‘empresa familiar’ não é mencionado em nenhum parágrafo do Tratado de Lisboa, que é o documento oficial da União Européia. Isso, apesar do fato do Tratado abordar produtividade, criação de empregos e crescimento.
As empresas familiares européias não são suficientemente reconhecidas e estão em desvantagem global.  Vale ressaltar que as empresas familiares podem crescer e se desenvolver em ambientes mais favoráveis.
De acordo com o Relatório Kok, as empresas norte-americanas são geralmente mais produtivas do que as européias, e mais de 70% delas são familiares.  
No meu ponto de vista, o FBN Internacional tem muito a fazer em termos de melhorias no regulamento e legislação ao redor do mundo, para promover a sobrevivência a longo prazo e o crescimento sustentável das empresas familiares.
O regulamento e a legislação devem oferecer condições de suporte e apoio no processo de sucessão sem que a empresa enfraqueça com essa transferência. Esse suporte também deveria existir para os empresários e fundadores de empresas familiares.
O FBN Internacional vem trabalhando muito para alcançar o reconhecimento mundial de países e instituições no importante papel que desempenhamos na sociedade. O desafio é manter um status global com o trabalho regional.
Nossa valiosa rede de conhecimentos oferece benefícios concretos para as empresas familiares e para cada associado individualmente. Nós oferecemos programas educacionais e de comunicação e representamos as empresas familiares nos fóruns internacionais.
Além disso, estamos reunindo conhecimento e ensinamentos de famílias, acadêmicos e instituições. Nosso objetivo é analisar o conhecimento, garantir sua precisão e transmiti-lo para vocês, da forma mais benéfica possível.

Atenciosamente,



Alfonso Libano

Membro do Conselho- FBN Internacional 

3ª geração

Cobega S.A.

Novas Turmas São Paulo - Grupo de Conversa FBN


Novas Turmas em São Paulo

São Paulo - Capital
São Paulo - Interior

Inscrições até dia 11 de março de 2013!!!

Dinâmica e estrutura

• Participação restrita a membros de famílias empresárias associadas ao FBN
• Grupos de 7 a 9 pessoas
• Membros de empresas concorrentes não serão aceitos no mesmo grupo
• Coordenação realizada por um moderador treinado e escolhido pelo FBN
• Encontros mensais, com agenda predefinida pelo grupo.
•  Duração de até 4 horas por encontro
•  Possibilidade de palestras de especialistas em alguns encontros, caso o grupo ache necessário

Conteúdos sugeridos:
• Pontos de tensão e conflito nas empresas familiares
• Preparação das futuras gerações
• Estilos de ownership
• Governança corporativa
• Sustentabilidade
• Sucessão
• Formação dos herdeiros
• Responsabilidade social
• Acordo de acionistas e sócios

Além disso, poderão ser realizadas visitas a empresas familiares,  conhecendo as mais variadas
formas de gestão de uma empresa familiar, aumentando, assim, o aprendizado.

Para mais informações:
(11) 3078 7317

7º Congresso FBN Empresas Familiares


Na sua 7ª Edição o Congresso abordou temas importantes como:

Os desafios de como equilibrar negócio x familia x patrimônio. Por Maria Virginia Cavalieri membro da família, Gigi, como é chamada, mostrou que através da união dos sócios suportada por valores e princípios familiares como: religião, justiça, união e trabalho, e por uma forte presença feminina a família conseguiu construir seus princípios e valores que hoje são os alicerceis da família empresaria. Desenvolvimento familiar com foco na preparação dos futuros líderes, onde Ana Paula de Moraes Rizkallah, membro da 3ª geração do Grupo Votorantim, apresentou com maestria a importância e continuidade do trabalho focado nas próximas gerações. Em sua palestra, Ana Paula destacou como estão enfocando a formação do indivíduo, desenvolvendo não somente sua educação, mas sua garra e sensibilidade para as oportunidades que se despontam. Nos mostrou também, que o Programa de Desenvolvimento Familiar do Grupo Votorantim está dividido em 4 faixas etárias e cada qual abordando um assunto específico objetivando tirar o melhor de cada etapa.

E outros mais como, o Caso do Grupo Carvajal, apresentado pelo Sr. Luis Felipe Carvajal, membro da 4ª. Geração, que dentro outros pontos, falou sobre a importância de um protocolo vivo. – “O protocolo é um documento vivo, porque a família é uma coisa viva, muda e se desenvolve. E que para ser “respeitado”, o protocolo deve assimilar, refletir essas mudanças”. Também, nos mostrou que através da Fundação Carvajal é possível devolver para a comunidade o que a comunidade vem fazendo pelo Grupo. “Não pode haver uma empresa saudável em um ambiente social doente, porque mais cedo ou mais tarde os males ambientais afetam o seu desempenho. Portanto, o empregador responsável deve necessariamente envolver-se na resolução dos problemas sociais”. Manuel Carvajal Sinisterra, 1960
























Palestrantes: Renata Bernhoeft e Roberto Faldini

Palestrantes: Renata Bernhoeft e Roberto Faldini

Palestrantes: Renata Bernhoeft e Roberto Faldini

Palestrantes: Renata Bernhoeft e Roberto Faldini








Palestrante: Luis Felipe Carvajal - Grupo Carvajal

Palestrante: Luis Felipe Carvajal - Grupo Carvajal

Palestrante: Luis Felipe Carvajal - Grupo Carvajal

Palestrante: Luis Felipe Carvajal - Grupo Carvajal

Palestrante: Luis Felipe Carvajal - Grupo Carvajal 















Palestrante: Ana Paula de Moraes Rizkallah

Palestrante: Ana Paula de Moraes Rizkallah

Palestrante: Ana Paula de Moraes Rizkallah

Palestrante: Ana Paula de Moraes Rizkallah

Palestrante: Fernando Andraus - Diretor da Michael Page


Moderadora: Renata Bernhoeft

Palestrante: Bernardo Mascarenhas - Turim Family Office



Palestrantes: Gigi Cavalieri - Grupo Asamar e Durval Portela - PwC

Palestrantes: Gigi Cavalieri - Grupo Asamar e Durval Portela - PwC

Palestrantes: Gigi Cavalieri - Grupo Asamar e Durval Portela - PwC

Palestrantes: Gigi Cavalieri - Grupo Asamar e Durval Portela - PwC



Palestrante: Jorge Nishimura - Presidente do Conselho de Administração da Máquinas Agrícolas Jacto

Palestrante: Jorge Nishimura - Presidente do Conselho de Administração da Máquinas Agrícolas Jacto


Palestrante: Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho

Palestrante: Prof. Dr. Clóvis de Barros Filho